quarta-feira, 11 de maio de 2011

Quintais da Dona Jacira



Essa peça começa na minha infância e termina na minha fase adulta, morando na mesma região.
O bordado se inicia no centro com a casinha da minha infância na Rua Lucas Alamã na zona norte. A casinha seguida do varal e o lagarto que tinha no local, o Seu Dito que era o vendedor de peixes com a sua carroça, tudo isso em torno da Serra da Cantareira que eu também mostro em parte da arte. Depois vem a minha bisavó secando os peixes e um gato que ficava sempre esperando que um caísse. Logo após vem a minha família, o Dito Preto que furou o poço de casa, a dona Maria Preta que era a sacerdotisa do bairro, o galinheiro e depois um olho d’água que passava em frente à casa da minha mãe e por fim a família que eu construi.
Essa peça não está a venda, ela ainda tem uma continuação...

terça-feira, 29 de março de 2011

Festa das Iabás




                Uma festa feminina entre as deusas do candomblé. Onde elas simplesmente festejam a sua feminilidade, não tem aquilo de querer se igualar ao homem. Simplesmente uma festa.
Esta peça não está a venda. Poderá ser vista em alguma exposição. 

terça-feira, 15 de março de 2011

A santa



A Santa

                A santa nessa janela é uma imagem que eu visualizei numa das fontes do jardim fontales zona norte de São Paulo. Eu devia ter uns 6 anos, minha bisavó me levou nessa fonte.

Em volta era uma santa em cima de uma árvore e 3 crianças ajoelhadas ao lado da árvore abraçando este cenário um azulejo português. A imagem era maravilhosa mas o lugar estava abandonado em volta tinha vários poços. Passou o tempo, minha vó morreu e uns 15 anos depois eu casei e fui morar neste lugar. A imagem ainda estava lá intacta. Ela assistiu de perto muitas mudanças da minha vida e eu infelizmente assisti quando ela foi aterrada. Jogaram terra fria e cobriram essa imagem histórica. As vezes eu penso que ela ainda está lá guardando os homens de boa vontade. Mesmo quando eles não têm vontade nenhuma de preservar a sua própria história.


              
  Esta arte é parte da minha biografia e não está a venda.

sexta-feira, 11 de março de 2011

A arte do fazer e refazer

Essa manifestação de Umbigada retrata bem a vivência da infância dentro do seu grupo cultural. Onde o mais velho protege e passa informações da sua rotina. A criança desta forma aprende a respeitar a sua cultura e não se envergonhar dela, é fato que os mais velhos tem muito a ensinar. Eles são mestres em vivências porque faz parte de suas vidas e as crianças tem o espaço pra receber este saber. É dessa forma que o judeu é sempre judeu e o índio é sempre índio e as raízes não se perdem.


Retratando a Umbigada fiz esta camiseta tamanho P! Ela custa R$ 90,00 + custos de envio! Se quiser corre pra me pedir que ela é única e exclusiva!


e-mail: donajacira@gmail.com
Tel: 2992-7041

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Bolsa Ecológica


Essa bolsa é feita de fibra de bananeira, retalhos sintéticos e forrada com chita. Em seu bolso exterior ela conta história de como a linguagem arcaica passou pelas cozinhas coloniais e foram filtradas através da boca das negras e virou essa língua maravilhosa que nós falamos hoje.

Esta bolsa custa R$100,00 mais custos de envio. No e-mail donajacira@gmail.com ou no tel: 2992-7041

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Signos e Símbolos


Neste painel encontra-se a escrita Bamun e símbolos do candomblé de Angola. Uma parte muito pequena das escritas presentes na África.
Quando os Europeus chegaram à África, a primeira coisa que eles alegaram para escravizá-los era que eles não tinham escrita. Deve se entender que o termo analfabetismo não faz sentido para o homem africano, até porque suas opções culturais sempre permitiram comunicação eficiente dispensando em muitos contextos a palavra escrita. Para muitas formações sociais africanas a oralidade é uma modalidade socialmente consensada de comunicação.
É pela palavra que se constitui a história tradicional de um povo, eis como essa idéia é apresentada pelo ilustre historiador senegalês Djibril Tambir Niane:
“Há povos que se servem da linguagem escrita para fixar o passado; mas acontece que essa invenção matou a memória entre os homens: eles já não sentem mais o passado, visto que a língua escrita não pode ter o calor da voz humana”
Espero que a lei 10.639 que obriga o ensinamento da história e da cultura afro - brasileira assinada em janeiro de 2003, a primeira do mandato de Luís Inácio Lula da Silva seja efetivada e que ela se sobressaia ao preconceito dos que estão na posição de ensinar nossas crianças. É preciso que o povo preto se reconheça através da história de seus ancestrais mesmo que tardiamente. Peço pra oxalá todos os dias em prece para que as pessoas que estão a frente na arte de ensinar e de mostrar o caminho não se omitam do dever de repassar a informação dos povos afro - descendentes como ela deve ser contada, sem atalhos. A gente precisa se ver como gente de luta, como foram nossos ancestrais .Quero terminar dizendo que nós só podemos dar pra nós e para o Brasil, o que nos for permitido dar.
Esta imagem por enquanto é apenas uma pesquisa, logo se tornará um trabalho

Obs: Texto extraídos do livro Memória D’África – A temática africana em sala de aula de Carlos Serrano e Maurício Waldman

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Uma festa do Brasil mestiço




A Umbigada é uma dança que já foi considerada sensual onde um pai não podia dançar com sua filha. Uma tradição artística herdada de escravos do interior de São Paulo onde a forte presença africana dos tambores e da dança africana se amalgamam ao universo caipira das modas.
Tanto a Umbigada, como o Jongo (outra dança de roda), assim como o repente nordestino são ancestrais do Rap, pois é a mesma forma das artes onde os batuqueiros e suas modas expressam seus comentários musicais sobre amores e desamores, a comunidade, seus valores e personagens e sobre um cotidiano marcado pela exclusão e pela injustiça social.
Jongo quer dizer “palavra que sai da boca em forma de bala pra escárnio ou diversão” era utilizado pelos escravos para passar mensagens sobre o dia – a – dia e hoje ele ainda se mantém para a recorrência e entretenimento.
Esta peça é uma camiseta de algodão e fibra sintética feita com técnica mista e custa R$ 100,00 mais despesas de envio.
Contato: donajacira@gmail.com ou 2992-7041

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Pedro


A festa do boi – bumba é uma manifestação que no Brasil surgiu no Maranhão e se espalhou para muitos estados, tendo boi como protagonista, essa festividade é de origem africana que tem a festa da burrinha e entre outras.
No passado essa festa era custeada pelas pessoas de posse para pagar promessas ou agradecer a uma benção alcançada e depois passou a ser feita pelas comunidades, a pessoa que custeava a festa era dito que a mesma iria “dar o boi” uma expressão que hoje virou um ditado popular muito usado pelo Brasil a fora.
Esta peça faz parte do acervo Dona Jacira e não está à venda, poderá ser visto em alguma exposição.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Nanã


É a Deusa da terra da lama do fundo dos lagos, dos pântanos, guardiã da sabedoria e a mais velha divindade do panteão brasileiro. Considerada mãe dos orixás Omulu e Oxumarê.
Seus filhos espirituais herdam uma personalidade introspectiva, as vezes rabugenta, porém sábia. São pessoas protetoras que gostam muito de ensinar ela usa um cetro feito de fibras vegetais com o formato da letra “J” que se chama ibiri. É saldada com a palavra "saluba", veste-se com as cores: branco, azul e roxo. Seu dia é sábado, seu número 11.
Este painel é feito com técnicas mistas de 17 x 60cm. Uma peça única. Está à venda por R$ 150,00, pedidos no e-mail donajacira@gmail.com ou no telefone 2992-7041.

Fonte desse texto: Livro Ifá, o Adivinho de Reginaldo Prandi

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Oxum


Oxum é a Deusa da cachoeira, da fertilidade, do ouro e do amor. Senhora da vaidade e esposa favorita de Xangô e ex - esposa de Oxossi. Seus filhos são pessoas atraentes, sedutoras, manhosas, insinuantes e orgulhosas de sua beleza. Geralmente são atrevidas e arrogantes não gostam de pobreza nem de solidão. Seu símbolo é um espelho em forma de leque, sua saudação é “Ora ieiê ô”. Seu número é o 5 e seu dia o sábado, suas cores: amarelo - ouro e dourado.
Este painel é feito com técnicas mistas de 17 x 60cm. Uma peça única. Está à venda por R$ 150,00, pedidos no e-mail donajacira@gmail.com ou no telefone 2992-7041.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Iemanjá



A rainha dos mares tem vários nomes: Dandalunda, Janaína, Marabo, Princesa de Aiocá, Inaê, Sereia, Mucunã, Maria e Dona Iemanjá.
Segundo a lenda ela mora na loca de pedra no fundo do mar no palácio encantado. Tem dois dias de comemoração: 02 de fevereiro e 31 de janeiro. É a deusa da maternidade e da água salgada.
Seus filhos são bons pais e boas mães, sempre super - protetores. Seu maior defeito é falar demais, são incapazes de guardar segredo. Um de seus símbolos é um espelho de prata, sua saudação é “Odoiá” ela usa branco, azul – claro ou verde. Seu número é 9 e seu dia sábado.
Seus principais devotos são os pescadores, marinheiros, as pessoas que vivem em torno a água salgada.
Este painel é feito com técnicas mistas de 17 x 60cm. Uma peça única. Está à venda por R$ 150,00, pedidos no e-mail donajacira@gmail.com ou no telefone 2992-7041.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Iansã ou Oiá


É a Deusa dos raios, dos ventos e das tempestades. É esposa de Xangô e ex-esposa de Ogum com quem tem nove filhos. Ela guia a alma dos mortos pra outro mundo e protege os vivos da fúria dos raios.
Seus filhos são brilhantes, independentes, espalhafatosos e corajosos.
Seu símbolo é uma espada e um espanta - mosca feito de rabo – de – cavalo. Ela adora acarajé e sua saudação é “Eparrei”, seu número é 7, suas cores: marrom, vermelho e branco. Seu dia é a quarta-feira.
Oiá é seu nome de infância, ela foi criada por Oxum após ser abandonada por seu avô materno que provocou a morte de sua mãe. Na fase adulta ela se achava estéril e fez oferendas pra ficar grávida, em seguida teve nove filhos, a partir daí ela é chamada de Iansã, nome dado a todas as mulheres que pari nove vezes.
Ela é a dona das rosas vermelhas.
Este painel é feito com técnicas mistas de 17 x 60cm. Uma peça única. Está à venda por R$ 150,00, pedidos no e-mail donajacira@gmail.com ou no telefone 2992-7041.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Artistas do Deserto




Esta é uma escultura feita em papel machê, uma máscara, uma releitura dos povos do sul da Etiópia, jovens da etnia Surma e Mursi e entre outros. São vários e eles têm o costume de cobrir suas cabeças de diversas formas, fazendo verdadeiras obras de arte enquanto cuidam de seus rebanhos à procura de água sob o sol escaldante do deserto.
Esta peça não está venda, poderá ser vista em uma de minhas exposições. Espero que a próxima seja em breve.

Até a próxima!

Dona Jacira

domingo, 9 de janeiro de 2011

Painel sobre o bairro da minha infância – Jd. Ataliba Leonel – Furnas

Este é o bairro que cresci. Esta rua principal é a Diva Rodrigues de Oliveira. Esse bordado faz parte da minha biografia onde insiro recordações da minha infância.
Presentes nesta arte estão: o vendedor de sardinhas com vários gatos à sua volta, a igreja rosa que é uma construção tardia, a igreja amarela acima que era uma escola onde eu estudei e a casa verde era o centro de Umbanda da Dona Maria Preta que infelizmente já faleceu. Ela benzia todos na época e distribuía espadas – de – São – Jorge para as mães acalmarem seus filhos, inclusive para a minha.
Esta é uma das páginas do meu livro “Paçoca” que está em andamento. Nele haverá maiores informações sobre este quadro.