sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Bolsa Ecológica
Essa bolsa é feita de fibra de bananeira, retalhos sintéticos e forrada com chita. Em seu bolso exterior ela conta história de como a linguagem arcaica passou pelas cozinhas coloniais e foram filtradas através da boca das negras e virou essa língua maravilhosa que nós falamos hoje.
Esta bolsa custa R$100,00 mais custos de envio. No e-mail donajacira@gmail.com ou no tel: 2992-7041
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Signos e Símbolos
Neste painel encontra-se a escrita Bamun e símbolos do candomblé de Angola. Uma parte muito pequena das escritas presentes na África.
Quando os Europeus chegaram à África, a primeira coisa que eles alegaram para escravizá-los era que eles não tinham escrita. Deve se entender que o termo analfabetismo não faz sentido para o homem africano, até porque suas opções culturais sempre permitiram comunicação eficiente dispensando em muitos contextos a palavra escrita. Para muitas formações sociais africanas a oralidade é uma modalidade socialmente consensada de comunicação.
É pela palavra que se constitui a história tradicional de um povo, eis como essa idéia é apresentada pelo ilustre historiador senegalês Djibril Tambir Niane:
“Há povos que se servem da linguagem escrita para fixar o passado; mas acontece que essa invenção matou a memória entre os homens: eles já não sentem mais o passado, visto que a língua escrita não pode ter o calor da voz humana”
Espero que a lei 10.639 que obriga o ensinamento da história e da cultura afro - brasileira assinada em janeiro de 2003, a primeira do mandato de Luís Inácio Lula da Silva seja efetivada e que ela se sobressaia ao preconceito dos que estão na posição de ensinar nossas crianças. É preciso que o povo preto se reconheça através da história de seus ancestrais mesmo que tardiamente. Peço pra oxalá todos os dias em prece para que as pessoas que estão a frente na arte de ensinar e de mostrar o caminho não se omitam do dever de repassar a informação dos povos afro - descendentes como ela deve ser contada, sem atalhos. A gente precisa se ver como gente de luta, como foram nossos ancestrais .Quero terminar dizendo que nós só podemos dar pra nós e para o Brasil, o que nos for permitido dar.
Esta imagem por enquanto é apenas uma pesquisa, logo se tornará um trabalho
Obs: Texto extraídos do livro Memória D’África – A temática africana em sala de aula de Carlos Serrano e Maurício Waldman
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Uma festa do Brasil mestiço
A Umbigada é uma dança que já foi considerada sensual onde um pai não podia dançar com sua filha. Uma tradição artística herdada de escravos do interior de São Paulo onde a forte presença africana dos tambores e da dança africana se amalgamam ao universo caipira das modas.
Tanto a Umbigada, como o Jongo (outra dança de roda), assim como o repente nordestino são ancestrais do Rap, pois é a mesma forma das artes onde os batuqueiros e suas modas expressam seus comentários musicais sobre amores e desamores, a comunidade, seus valores e personagens e sobre um cotidiano marcado pela exclusão e pela injustiça social.
Jongo quer dizer “palavra que sai da boca em forma de bala pra escárnio ou diversão” era utilizado pelos escravos para passar mensagens sobre o dia – a – dia e hoje ele ainda se mantém para a recorrência e entretenimento.
Esta peça é uma camiseta de algodão e fibra sintética feita com técnica mista e custa R$ 100,00 mais despesas de envio.
Contato: donajacira@gmail.com ou 2992-7041
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Pedro
A festa do boi – bumba é uma manifestação que no Brasil surgiu no Maranhão e se espalhou para muitos estados, tendo boi como protagonista, essa festividade é de origem africana que tem a festa da burrinha e entre outras.
No passado essa festa era custeada pelas pessoas de posse para pagar promessas ou agradecer a uma benção alcançada e depois passou a ser feita pelas comunidades, a pessoa que custeava a festa era dito que a mesma iria “dar o boi” uma expressão que hoje virou um ditado popular muito usado pelo Brasil a fora.
Esta peça faz parte do acervo Dona Jacira e não está à venda, poderá ser visto em alguma exposição.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Nanã
É a Deusa da terra da lama do fundo dos lagos, dos pântanos, guardiã da sabedoria e a mais velha divindade do panteão brasileiro. Considerada mãe dos orixás Omulu e Oxumarê.
Seus filhos espirituais herdam uma personalidade introspectiva, as vezes rabugenta, porém sábia. São pessoas protetoras que gostam muito de ensinar ela usa um cetro feito de fibras vegetais com o formato da letra “J” que se chama ibiri. É saldada com a palavra "saluba", veste-se com as cores: branco, azul e roxo. Seu dia é sábado, seu número 11.
Este painel é feito com técnicas mistas de 17 x 60cm. Uma peça única. Está à venda por R$ 150,00, pedidos no e-mail donajacira@gmail.com ou no telefone 2992-7041.
Fonte desse texto: Livro Ifá, o Adivinho de Reginaldo Prandi
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Oxum
Oxum é a Deusa da cachoeira, da fertilidade, do ouro e do amor. Senhora da vaidade e esposa favorita de Xangô e ex - esposa de Oxossi. Seus filhos são pessoas atraentes, sedutoras, manhosas, insinuantes e orgulhosas de sua beleza. Geralmente são atrevidas e arrogantes não gostam de pobreza nem de solidão. Seu símbolo é um espelho em forma de leque, sua saudação é “Ora ieiê ô”. Seu número é o 5 e seu dia o sábado, suas cores: amarelo - ouro e dourado.
Este painel é feito com técnicas mistas de 17 x 60cm. Uma peça única. Está à venda por R$ 150,00, pedidos no e-mail donajacira@gmail.com ou no telefone 2992-7041.
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